31 de ago. de 2010

OS LEMAS DO AIKIDO

01. Manter a Disciplina;
02. Não se enervar;
03. Não se entristecer;
04. Não possuir sentimento hostil;
05. Ser compreensivo;
06. Ser tranqüilo;
07. Ser pacífico;
08. Manter a ética;
09. Fazer amizade com todos;
10. Respeitar a Deus e as pessoas;
11. Ser humilde;
12. Ser justo e honesto;
13. Conscientizar-se que o Aikido representa o caminho de Deus;
14. Conscientizar-se de que a prática do Aikido tem por princípio o auto conhecimento. 

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:
BULL, Wagner J. Aikido: o caminho da sabedoria. 11. ed. São Paulo: Editora Pensamento, 1999.

29 de ago. de 2010

O AIKIDO NÃO É LUTA

Ao ver uma demostração ou treino de Aikido, muitas pessoas o associam à uma luta como tantas outras existentes no mundo das artes marciais. O dogi, a faixa, o hakama e o próprio nome Aikido, faz com que esta arte seja enquadrada como tantas outras que tenham estas semelhanças como o Karatê-do, Tae-kwon-do, Judô.

Entretanto, no Aikido ocorre algo fundamental que não acontece em qualquer outra modalidade: não há competições. Sendo assim, também não há vencedores ou perdedores e não há campeões. Em nenhum momento durante o treino, o praticante de Aikido enfrentará outro para saber quem é o melhor, ou quem sairá vencedor do duelo.

Para os olhos do leigo que assiste um treino ou demonstração pode parecer que esteja acontecendo uma luta. Isso ocorre porque durante um treino de Aikido, há dois papéis bem definidos que são adotados pelos praticantes. Entretanto, nestes papéis ambos co-operam para o desenvolvimento de si próprios e do parceiro. Ambos treinam e desenvolvem certas capacidades como: não-resistência, intenção, atenção, fluidez, percepção, sensibilidade, centramento, equilíbrio entre outros. Tais papéis são conhecidos como nage ou tori (aquele que aplica a técnica), e uke (aquele que recebe a técnica).

O papel do nage ou tori é se harmonizar com a intenção inicial do uke e treinar a forma da técnica com total equilíbrio, fluidez e centramento. O papel do uke é de treinar a intenção inicial, e depois a sensibilidade, atenção e percepção para acompanhar a técnica aplicada pelo nage da maneira mais suave possível. É um exercício, não uma luta. Ambos se revezam nesses papéis. Neste treino, o nage sabe que estará aplicando determinada técnica e, o uke sabe que estará recebendo a técnica. O destino final do uke é o chão, seja através de uma imobilização que termina em um alongamento das articulações do uke, ou de através de uma projeção que termina em um rolamento do uke. Nenhum dos dois tem a intenção de se sair melhor que o parceiro ou vencê-lo. Há sim uma cumplicidade mútua onde ambos servem de apoio para o treino de si próprios.

É claro que as capacidades adquiridas através do treino ou da Arte do Aikido podem ser utilizadas em uma luta, entretanto essa é uma escolha pessoal que cabe à Consciência de cada um e não é o propósito nem a essência do Aikido.
O Aikido lhe possibilita utilizar tais capacidades para a criação de relacionamentos harmoniosos consigo mesmo e com o outro ao invés de ficar lutando com sua própria natureza e com pessoas à sua volta criando mais resistência e tensões em sua vida.
Autor: Saulo Nagamori Fong
Twitter: @SauloFong
http://www.institutouniao.com.br/aikido

28 de ago. de 2010

AULA ESPECIAL E EXAME DE GRADUAÇÃO

Neste sábado, 28/08/10, aconteceu no Dojo do Bairro Iguaçu, em Ipatinga, mais uma Aula Especial promovida pelo Dojo Minamoto Aikido, ministrada pelo gabaritado Sensei Nicolau A. Castro,  2º Dan e Felipe San, 1º Kyu. Na oportunidade os alunos puderam aprimorar seus conhecimentos em técnicas de grau elevado de dificuldade, variando em situações fora da normalidade. Na mesma oportunidade aconteceu o exame à graduação de 2º Kyu (faixa roxa) de Ramon San, tendo como Uke, Nelson San (Jo) e Prado San. Foram exigidas todas as técnicas estipuladas pela Federação Mineira de Aikido, sendo o praticante aprovado por unanimidade de votos da banca examinadora. Venha você também fazer parte da "família Minamoto" em Ipatinga. Melhore seu condicionamento físico e mental e aprenda sobre uma arte marcial que preserva o respeito, a integração e a fraternidade.

27 de ago. de 2010

AS SETE VIRTUDES DO SAMURAI

Vestimenta Samurai Tradicional
Os samurais eram como soldados da aristocracia do Japão entre 1100 e 1867. Com a restauração Meiji a sua era, já em declínio, chegou ao fim. Suas principais características eram a grande disciplina, lealdade e sua grande habilidade com a katana.
Integridade Moral (gi)
O samurai defendia as causas justas com ardor, o homem que se desviava dos caminhos da honra, não podia ser considerado um samurai e era punido por seus iguais com a morte.
Coragem (yuu)
Mesmo diante de adversidades, o samurai supera o medo e enfrenta o inimigo com coragem. Musashi tinha apenas 13 anos quando lutou em seu primeiro duelo contra um adepto da escola Shinto Ryu com mais de o dobro de sua idade e venceu.
Benevolência (jin)
Talvez a mais relativa de todas as virtudes, a benevolência era exaltada pelo mais alto padrão de guerreiros, embora nem todos seguissem esses preceitos. A capacidade de distinguir o certo do errado no cotidiano samurai era muito clara e diante de situações em que pessoas estivessem em perigo, era dever do samurai enfrentar a ameaça.
Educação e cortesia (rei)
O samurai jamais fora um mero soldado ou um assassino comandado por um general, por isso tudo em seu tratamento era protocolar e baseado em rígidos padrões educacionais. A cerimônia do chá e o sumie são algumas das artes que ilustram que também os guerreiros podiam ser artistas de fino trato.
Honestidade (makoto)
Makoto é a sinceridade acima de tudo consigo e com suas responsabilidades. Seguir um caminho com honestidade implica em tomar uma série de ações e por vezes fazer sacrifícios que garantam a integridade do caminho e que assegurem a chegada.
Honra (meyo)
O samurai era nascido e criado para entender que todas as escolhas de um homem partem dele e devem ser, por ele, assumidas. Segundo o conhecimento oriental, que precedeu as bases da psicologia, todos os caminhos que se escolhe contém dentro de si um reflexo do verdadeiro eu, uma escolha errada e o fracasso revelava ao samurai uma falha de caráter.
Lealdade (chuu)
Samurai significa "aquele que serve", ou seja, os samurais eram guerreiros que respondiam à um líder, no caso ao Shogun em primeira instância ou ao seu general, caso ele fosse rival do Shogun, e logo em seguida, ao seu daimyo. A lealdade ao general e à sua causa como um todo era imprescindível para qualquer guerreiro, mesmo um ashigaru sabia à quem devia lealdade.

26 de ago. de 2010

TREINO DE SÁBADO (28/08/10)

Excepcionalmente neste Sábado, 28/08/10 nosso treino não acontecerá no Dojo Minamoto às 09h como de costume. Nessa data termos uma aula especial a ser ministrada pelo Sensei Nicolau, 2º Dan e Felipe San, 1º Kyu, a partir da 15h no Dojo à rua Quartzo, nº. 158 - Bairro Iguaçu em Ipatinga/MG. Após a aula acontecerá exame de faixa para 2º Kyu. Para os alunos será mais uma excelente oportunidade de aprimorar seus conhecimentos e aqueles que quiserem conhecer um pouco mais sobre a nobre arte do Aikido, estão convidados, basta apenas confirmarem presença através de nossa página de CONTATO. Para facilitar a localização do Dojo estamos postando abaixo mapa com trajeto saindo do Dojo Minamoto (Centro de Ipatinga) com trajeto demarcado até o Dojo do Bairro Iguaçu.
"Por que fixar os olhos na espada se a empunhadura mostrará onde ela vai cortar"
Morihei Ueshiba, O´Sensei
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25 de ago. de 2010

O BUDO

Budô (caminho marcial) são as artes ou caminhos marciais de origem japonesa. São considerados a versão moderna do antigo Bujutsu (técnica marcial), as artes marciais tradicionais.

De Bujutsu para Budô

O Bujutsu era um conjunto de disciplinas marciais que podiam ser treinadas apenas pelos bushi (ou samurais) visando seu uso em batalha. Alguns exemplos são: kenjutsu (técnica da espada), iaijutsu (técnica de desembainhar a espada), sojutsu (técnica da lança), kyujutsu (técnica do arco), naginatajutsu (técnica da alabarda), jujutsu (técnica suave), aikijujutsu (técnica suave com harmonização do ki), etc.

A partir do Xogunato Tokugawa (século XVII), com a estabilização e pacificação do Japão, o Bujutsu começa a perder sua importância como instrumento de guerra e a ganhar uma conotação mais formadora e educacional. Após a Restauração Meiji, que terminou com o Xogunato e a sociedade estratificada, a classe guerreira deixou de existir e, assim, nada mais restava das antigas circunstâncias que sustentavam as tradicionais técnicas de guerra. Elas haviam perdido completamente seu propósito original. A conturbada transição social e a crise da classe samurai imposta pela Renovação é, em parte, retratada no filme O último samurai (The last samurai, EUA, 2003).

Para preservar o patrimônio marcial japonês foram necessárias mudanças para se conformar com os novos tempos. Uma das mudanças foi a dos objetivos. A nova finalidade não poderia ser mais a guerra, já que boa parte das técnicas, já naquela época, eram anacrônicas tendo em vista os equipamentos e armamentos modernos. Outra mudança foi em relação ao público que tinha acesso às antigas técnicas: os samurais já não existiam.

A nova finalidade foi explicitar o caráter formador e educacional em detrimento da busca pela eficiência letal. Através do treino das técnicas se cultivaria corpo, mente e espírito para o auto-desenvolvimento. E as técnicas estavam abertas para toda a sociedade. Por essas razões, muitas técnicas foram adaptadas e algumas até eliminadas. Não deveriam ser mais, técnicas que visavam a guerra e a morte, exclusivas dos samurais, mas caminhos educacionais para o aperfeiçoamento humano que estavam ao alcance de qualquer um. Esta é a origem do Budô.

Alguns Budô
O judô (caminho suave) juntamente com o Aikido (caminho da harmonização do ki) foram os primeiros Budô modernos. Jigoro Kano e Morihei Ueshiba perceberam o valor educacional do Bujutsu e, no caso deles, compilaram diversos estilos de jujutsu e idealizam as disciplinas para o novo Japão. Seguindo este exemplo, vieram diversas outras como o kendô (caminho da espada), o iaidô (caminho de desembainhar a espada), o kyudo (caminho do arco), o naginata-dô (caminho da alabarda), o karatê-dô (caminho das mãos vazias) e assim por diante.

24 de ago. de 2010

A BUSCA PELA PERFEIÇÃO

As artes marciais nasceram como armas de guerra. Mas conseguiram o que nenhuma batalha faria: mostrar a importância do equilíbrio entre corpo e alma. Conheça mais sobre o aikidô, o caratê, o jiu-jítsu, o judô e o kendô.
 À direita o kendoca brasileiro Roberto Kishikawa é um dos grandes defensores do kendô.
As artes marciais fizeram fama com a filosofia que promete deixar espírito e corpo na mais perfeita ordem. Seus praticantes costumam viver uma rotina de eterna busca pela perfeição. Em cada golpe, em cada movimento, há sempre uma intenção de fazer melhor. A cada disputa, são lembrados ensinamentos milenares sobre respeito ao adversário, formação de caráter e outros tantos do repertório dos grandes mestres. Mas todos esses preceitos estão distantes anos luz das versões primitivas de seus golpes, criados com o objetivo de matar o adversário.
Ao contrário das artes marciais descendentes do jiu-jítsu, o caratê é baseado em golpes realizados em pé.
Na falta de armas mais eficazes, os guerreiros do Oriente investiam em movimentos sincronizados de braços e pernas capazes fulminar seus oponentes num único ataque. No Japão de antigamente, essa era uma atividade restrita ao grupo dos samurais, encarregados de zelar pela proteção do senhor feudal e seus respectivos domínios. Era uma época em que a regra era lutar ou morrer. Um tempo distante em que nem passava pela cabeça dos praticantes pensamentos mais nobres como elevar o espírito ou confraternizar com o adversário ao final da luta. Mesmo porque, geralmente, só sobrava um guerreiro para contar a história.
Com o passar dos anos, os melhores lutadores acabaram se tornando notícia. Do prestígio social dos difusores das artes mar ciais, foi um pulo para expandir a área de atuação dos ensinamentos utilizados até então apenas nos campos de batalha. Mesmo com o fim da era de guerras no arquipélago, as técnicas de combate continuaram a ser praticadas. Atravessaram gerações e, aos poucos, se transformaram em uma atividade esportiva. A primeira arte marcial que caiu no domínio público foi o jiu-jítsu, seguido pelo judô e pelo aikidô. O caratê, por sua vez, partiu de Okinawa, arquipélago ao sul do Japão. Enquanto o kendô é derivado direto da arte do manuseio das espadas na época dos samurais.
O judô surgiu como variante do antigo jiu-jítsu praticado pelos samurais

 Além das fronteiras nipônicas, a Coréia e a China foram importantes pólos difusores de outros estilos de lutas corporais. Hoje em dia, porém, o elo de ligação entre todas elas está mais para filosofia do que para o corpo-a-corpo. A busca do equilíbrio entre corpo e alma, aliado ao ideal de tornar seus praticantes seres humanos mais dignos, são temas recorrentes em todas as escolas difusoras das artes marciais. Vencer ou perder não é mais uma questão de honra, como no início da prática. Agora, o resultado é apenas um indicativo do grau de evolução do praticante. Quanto maior o equilíbrio, mais chances de vitória. Uma disputa interior que, em muitos casos, não tem fim.
Reportagem: Sergio Yamasaki, do Japão e Andréia Ferreira, do Brasil

23 de ago. de 2010

CHINA LANÇA PRIMEIRA ''OLIMPÍADA SAMURAI''

Se o berço da Olimpíada fosse a China, a Coreia ou o Japão em vez da Grécia, os jogadores de futebol estariam esperando até hoje por uma chance de participar. É o que acontece com artes marciais milenares de origem oriental, como kung fu, sumô, caratê e ju jitsu, além de pelo menos outros cinco tipos de luta, algumas mais antigas que os próprios Jogos Olímpicos modernos (1894).
Sem esperar por uma chance daqui a 2 anos em Londres ou em 6 anos mais, nos Jogos do Rio, 1.108 lutadores dos 5 continentes decidiram pôr seus quimonos na sacola e seguir a rota para Pequim. Lá, durante oito dias, eles participarão da primeira edição dos Jogos de Combate 2010, que têm início no dia 27, e pretende ser uma espécie de Jogos Olímpicos das artes marciais.
Vinte brasileiros participam do evento: 4 deles no aikidô, 4 no kung fu, 3 no sumô e outros 3 no caratê, além de 2 no kickboxing, 2 no kendô, 1 no wrestling e 1 no tae kwon do.
Arte da paz. Das 13 modalidades, só o aikidô não é competitivo - algo incompreensível para a noção ocidental de Jogos Olímpicos, mas perfeitamente normal para o que as artes marciais genuínas mais prezam. "Ganhar ou perder não importa no aikidô. Como dizia o fundador (Morihei Ueshiba), a verdadeira vitória é contra si mesmo. O importante é vencer nosso ego, controlar nossas emoções, superar nossos limites e nos tornarmos melhores a cada dia. No aikidô, o importante é treinar, não competir", diz Cesar Mirabile, um dos brasileiros que participarão das demonstrações da modalidade em Pequim.
Com exceção do aikidô, a competição será forte em todas as outras modalidades, com direito a pódio e quadro de medalhas. "Temos 136 campeões mundiais em suas modalidades participando desta primeira edição", disse ao Estado Katrin Holz, porta-voz da SportAccord - espécie de comitê olímpico alternativo com sede em Mônaco, responsável pela organização de eventos esportivos de interesse segmentado, como os Jogos Olímpicos da Juventude e os Jogos Aquáticos.
Em Pequim, o caratê terá a participação de três brasileiros consagrados - Rafael Martins e Jeanis Colzani foram campeões pan-americanos em 2009 e Douglas Brose, é campeão da categoria no World Games.
Os três representantes brasileiros no kung fu também participaram do último campeonato mundial da modalidade, realizado no Canadá.
A luta deles é, agora, por ganhar espaço na "Olimpíada ocidental". "Já preenchemos todos os requisitos para nos tornarmos um esporte olímpico: o kung fu é praticado nos cinco continentes, tem categorias masculina e feminina e tem 145 países membros da federação internacional. O que falta, agora, são questões políticas para que a modalidade se torne realmente olímpica", comenta Marcus Vinicius Alves, técnico da equipe brasileira.

O ESTADÃO - 22 de agosto de 2010 | 0h 00

18 de ago. de 2010

EXAME DE GRADUAÇÃO KYU

Dia 28 de Agosto de 2010 - Sábado, às 15 horas o Dojo Minamoto Aikido promove mais um exame de faixa para graduação Kyu. Obedecendo o Estatudo da Federação Mineira de Aikido, no que tange insterstícios, nesta oportunidade apenas um praticante será submetido ao Exame para 2º Kyu, faixa roxa. O Exame, como de costume, será precedido de uma Aula Especial ministrada pelo Sensei Nicolau, Faixa Preta 2º Dan, sendo as atividades realizadas no Dojo gentilmente cedido por Suetan San, faixa preta de Jiu Jitsu e praticante de Aikido no 5º Kyu. O Dojo fica situado à Rua Quartzo, nº. 158 - Bairro Iguaçu em Ipatinga/MG. PRATIQUE AIKIDO VOCÊ TAMBÉM. Faça uma visita ao nosso Dojo. Nossos treinamentos acontecem às terças e quintas-feiras às 19h e aos Sábados às 09h. Você ainda pode fazer uma aula experimental, sem compromisso. FAÇA-NOS UMA VISITA.

14 de ago. de 2010

GOLPE CERTEIRO NA TERCEIRA IDADE

A idade vai chegando e, como consequência do enfraquecimento dos ossos, é inevitável que senhores e senhoras com mais idade passem a ser vítimas de quedas, que, muitas vezes, resultam em inúmeros danos à saúde. A guerra de pessoas mais velhas contra a osteoporose e outras doenças dos ossos tem como principal aliado à ingestão de alimentos e vitaminas que predominam a ingestão de cálcio.
Mas, para a alegria daqueles que gostam de praticar atividades físicas, além do cálcio, a batalha diária contra as inevitáveis quedas acaba de ganhar um forte aliado: a prática das artes marciais.
Pode soar estranho, mas, estudos recentemente divulgados na publicação "BMC Research Notes" indicam que o controle das quedas pode ser aperfeiçoado com a prática de artes mariciais, e, assim, auxiliar na prevenção de fraturas nos ossos.
O estudo se baseou no cálculo da força de impacto que tem as quedas de um grupo de jovens saudáveis durante a prática de artes marciais comparando com o grau de impacto das quedas que pode suportar quem sofre de osteoporose.
Desde que possa haver um controle nas quedas de pessoas com mais idade e também algumas medidas de segurança, como colchões mais grossos, a prática das artes marciais pode ensiná-las a ter mais controle do corpo e também ensinar a "cair direito", sem, no entanto, machucá-las.
Marcos Meneguetti, mais conhecido como mestre Menega, faixa preta em 5º grau de Taekwondo, reconhece e apoia a prática de artes marciais na terceira idade.
"Para praticar as artes marciais, não tem idade, pois o mais importante não é a luta e sim o equilíbrio que o atleta adquire entre o físico e o mental. Em todas as idades, trabalha-se com o corpo e com a mente", considera.
Não importando quantos anos a pessoa tem, quem pratica algum tipo de luta, afirma Menega, é muito melhor preparada porque passa por um processo de aprendizagem e de alongamento mais completo.
"Os alunos das artes marciais aprendem a dominar o corpo com a própria mente", ressalta o mestre Menega, afirmando, assim, que, por meio das artes
marciais, as pessoas com mais idade conseguem controlar melhor as quedas..
Nelson Madruga (foto), 71, praticante mais experiente do Dojo Minamoto pratica a arte três vezes por semana desde a fundação do Dojo, tendo praticado durante toda sua fase adulta o Aikido arte marcial japonesa, criada na década de 20, pelo mestre Morihei Ueshiba.

"O segredo do Aikido não está no modo como você move os pés, está no modo como você move sua mente."
Morihei Ueshiba, O´Sensei

10 de ago. de 2010

STEVEN SEAGAL

Steven Seagal nasceu em Detroit, Michigan, em 10/04/1952. Ainda pequeno se mudou para o Brooklin, Nova York, onde cresceu. Aos 7 anos de idade se interessou por artes marciais, tendo treinado Karatê até atingir a faixa preta. Amante do Futebol Americano e do Beisebol, assistiu num intervalo de uma das partidas à uma demonstração de Aikido. Ficou fascinado com o velhinho que conseguia sobrepujar até oito oponentes bem mais jovens e fortes. Dominado por um impulso irresistível, começou a treinar essa arte com o Sensei George lshikawa no Orange County Aikikai, na Califórnia, onde estudava, vindo a receber a sua faixa preta das mãos do Mestre Koichi Tohei.
Em 1970, antes de completar 18 anos, resolveu se mudar para o Japão a fim de aprimorar o seu Aikido. Viveu e estudou no Japão por 15 anos, com alguns dos melhores professores da Aikikai, como o Mestre Seiseki Abe. Em 1973, Steven Seagal abriu o seu próprio Dojo, em Osaka, chamado Tenshin Bugeí Gakuen. Isso criou uma comoção geral, pois se tratava de um Gaijin (termo que se utiliza para designar não-japoneses ou estrangeiros em geral) ensinando arte marcial japonesa aos japoneses. Desafiantes chegavam continuamente ao seu Dojo, tentando submetê-lo. Steven Seagal nunca perdeu uma luta, pois isso significaria abandonar o ensino das artes marciais. Essa situação o ajudou a desenvolver o estilo marcial que hoje vemos em seus filmes: forte, enérgico, poderoso e eficiente.
Nesse período foi procurado por um jovem de 16 anos que se sentiu atraído por essa forma eficiente de arte marcial. Tratava-se de Haruo Matsuoka, hoje seu principal aluno e o responsável pelo Dojo da Califórnia.
Em 1985, resolveu voltar aos Estados Unidos para realizar um velho sonho: ensinar o Aikido e a cultura japonesa aos norte americanos. 1986 foi um ano vital para o futuro astro de cinema, pois deu uma demonstração de Aikido para produtores do estúdio Warner Bros. Esse contato inicial acabou resultando em "Nico - Acima da Lei" (Above the Law), em 1988. Após esse estrondoso sucesso a sua carreira decolou, atingindo o estrelato com "Força em Alerta'' (Under Siege).
Atualmente, Steven Seagal ainda ensina Aikido em sua academia na Califórnia, entre uma filmagem e outra. Recebeu recentemente o 7º Dan na arte, diretamente das mãos do Doshu Kisshomaru Ueshiba. Se engajou na causa pela Paz Mundial, trabalhando junto ao Dalai Lama, líder religioso do Tibet.
Além de 7º Dan em Aikido, Steven Seagal também é faixa preta em Judô, Karatê, Kendô e Iai-Dô (Arte de Sacar a Espada), sendo o mais completo artista marcial a aparecer em filmes.
Apesar da violência que aparece em seus filmes, Steven Seagal é um homem de paz, tendo sido ordenado Sacerdote Shintoista durante sua permanência no Japão.
Muito se falou sobre Steven Seagel ter sido agente da CIA enquanto viveu no Japão. Ele nega, afirmando que nunca foi agente, mas apenas um "consultor".
Texto adaptado de http://www.aikido.org.br

8 de ago. de 2010

O DOM DA PACIÊNCIA

Sempre que um novo aluno inicia seus aprendizado, percebe-se a ansiedade em galgar novos patamares de maneira rápida e direta. Existem dois pontos de vista sobre tal fato. Sempre é bom que tenhamos objetivos, procurando o que realmente nos torne melhores, contudo, não podemos nos esquecer dos aprendizados do caminho. De nada adiantaria uma faixa se o aprendizado para lá ter chegado não estivesse edificado.
Daí, com o tempo, descobrimos o dom da paciência. Saber esperar o momento certo, deixar com que as coisas aconteçam de forma natural é um caminho difícil, contudo o mais edificante. Com tal dom descobrimos outros, como o de saber ouvir, saber se calar, saber quando e como falar. Descobrimos que o caminho do Aikido é longo, porém, perfeito.
Desta forma com cada aprendizado cotidiano, vemos que o Aikido é muito mais que uma arte marcial, é um aprendizado para a vida, nos tornando pessoas melhores, promovendo a fraternidade, o respeito e a dignidade em seus valores mais profundos. Nós não "lutamos", nós "praticamos", nós não temos "adversários", temos companheiros que nos emprestam seus conhecimentos para que pratiquemos a harmonia, nós não somos uma equipe, somos apenas AMIGOS.
"O Aikido não é uma técnica para lutar contra um inimigo ou derrotá-lo. É uma maneira de conciliar as diferenças que existem no mundo e fazer dos seres humanos uma família. Significa que o segredo do Aikido é a busca da harmonia com o Universo, é tornar-nos unos com o Universo. Seus praticantes devem buscar esse entendimento por meio de treinamento diário".
Morihei Ueshiba, O´Sensei

6 de ago. de 2010

LENDÁRIA ORIGEM DO JÔ (Bastão de Madeira)

Shintō Musō-ryū o jōdō, tem sua reputação ter sido inventado pelo grande Musō Gonnosuke Katsuyoshi. De acordo com esta tradição, Gonnosuke desafiou Musashi usando a , ou bastão longo, uma arma tida como de grande habilidade. Embora não haja nenhum registro do duelo fora da tradição oral do Shintō Musō-ryū, acredita-se que Musashi travou Gonnosuke em um bloco de duas espadas “X” (jūji-abóbada). Uma vez nesta posição, Gonnosuke não podia impedir que Musashi bloqueasse um contra-ataque, e Musashi poupou sua vida.

Gonnosuke retirou-se então a Shinto shrine para meditar. Após um período de purificação, de meditação, e de treinos, Gonnosuke acreditou ter recebido uma visão divina. Conforme a visão que teve, entendeu que encurtando o comprimento do de madeira de aproximadamente 185 cm a 128 cm (ou, nas medidas japonesas, quatro shaku, dois sol e um bu), poderia aumentar a versatilidade da arma, dando a lhe a habilidade de usar as técnicas criadas para a arma longa, a luta da lança e a swordsmanship. O comprimento da arma nova era mais longo do que tachi (espada longa) do período, mas curto bastante para permitir a reversão do fim impressionante do em espaços muito curtos. Gonnosuke poderia alterar as técnicas que se usou com , dependendo do oponente que enfrentou, para se favorecer com muitas opções diferentes do ataque. Nomeou seu estilo Shintō Musō-ryū e desafiou Musashi outra vez.

Esta vez, quando Musashi tentou usar jūji-abóbada bloco no , Gonnosuke conseguir rodar em torno da outra extremidade da arma (por causa do comprimento reduzido), forçando Musashi em uma posição onde tivesse que conceder a derrota. Retornando a cortesia que recebeu durante seu duelo precedente, poupou a vida de Musashi.

Esta pode ser uma origem fabricada da criação do jōjutsu, porque a tradição oral do Shintō Musō-ryū é a única menção deste duelo.

http://www.worldlingo.com/ma/enwiki/pt/J%C5%8Dd%C5%8D/1

5 de ago. de 2010

BLOG: 1.000 Acessos

É com muita alegria que ontem (04/08/10-Qua) o Blog do Dojo Minamoto Aikido atingiu a marca de 1.000 acessos. Para um blog tão novo, com o qual tanto estamos aprendendo sob acessibilidade virtual, é uma grande honra contar com a confiança e credibilidade de tantos frequentadores.
Atualmente, contamos com acessos realizados não só do Brasil, mas também Estados Unidos, Portugal, Canadá, França, Rússia, Suíça e Macedônia, desta forma confraternizamos com Aikidocas e admiradores da arte espalhados por todo o mundo.
Agradecemos a todos que fazem parte desta história.
Doomo arigatoo gozaimashita

4 de ago. de 2010

O AIKIDO

Ao contrário do que vemos na transcrição do AIKIDO em português, originalmente o nome da arte marcial, em japonês, é composto por três "palavras" disitintas. Quando obsservamos o kanji (escrita japonesa) ao lado vemos três figuras. A primeira (de cima) representa o AI, a segunda (do meio) representa o KI e a última o DO. Entenda um pouco mais.
AI
HARMONIA aprimorada através de movimentos circulares, identificados com a natureza e as leis cósmicas. Superando as dificuldades e limitações de seu corpo, aprende-se a reconhecer e respeitar as limitações dos outros e a buscar a melhor forma de contornar os obstáculos que a vida nos impõe.
KI
A ENERGIA da vida flui com vigor, mas dentro da ótica da não-resistência, sem uso da força bruta. Conseqüentemente, esta arte pode ser praticada
por ambos os sexos e em todas as idades.
DO
CAMINHO de vida, uma via filosófica oriental para o crescimento do homem.

Portanto podemos interpretar que o AIKIDO é o Caminho para se harmonizar a energia vital. Com os treinamentos descobrimos que o AIKIDO é muito mais que isso, seu significado é infinito. O Aikido está no modo como você se comporta, como você se senta, como se levanta, como se relaciona... tudo é AIKIDO.
“Oramos sem parar para que o combate não tenha lugar. Por essa razão proibimos formalmente os combates no Aikido. O espírito do Aikido é aquele de um ataque amoroso e de uma reconciliação pacífica. Com esse fim, unimos e reunimos os adversários com o poder do Amor. Pelo amor somos capazes de purificar os demais”.
Morihei Ueshiba, O´Sensei (Fundador do Aikido)

1 de ago. de 2010

DICIONÁRIO DO AIKIDO

Para todos os iniciantes, e até mesmo para alguns graduados surgem algumas dúvidas quanto ao significado de algumas expressões japonesas utilizadas nos Dojos. Desta forma trouxemos alguns conceitos bem básicos para ajudar e facilitar o entendimento e auxiliar nos treinos.

CONCEITOS GERAIS
Ai-hanmi: posição em que ambos os praticantes (nage e uke) se encontram na mesma base, ou seja, com o mesmo pé à frente;
Atemi: golpe, pancada em região vulnerável do inimigo;
Jyu-waza: técnica livre;
Kaiten: rolar, virar;
Kamae: posição de guarda;
Kamiza: pequeno altar, situado em posição de destaque no dojo, onde se localiza a fotografia de O-Sensei;
Ma-ai: distância de combate entre nage e uke;
Mae-ukemi: rolamento para frente;
Randori: técnica livre contra ataques múltiplos; combate;
Seiza: posição tradicional japonesa, na qual a pessoa se senta sobre os calcanhares;
Uke: praticante que ataca o nage e, conseqüentemente, recebe a técnica;

LATERALIDADE
Hidari: lado esquerdo;
Migi: lado direito;

SAUDAÇÕES BÁSICAS
Onegai shimasu: por favor; solicitação de licença;
Doomo arigatoo gozaimashita: forma respeitosa de se dizer “muito obrigado”;

FORMAS BÁSICAS DE EXECUÇÃO DAS TÉCNICAS
Omote: para frente.
Ura: para trás do oponente de forma circular.

Um dicionário completo está sendo desenvolvido, corrigido e editado pelo nosso amigo Nelson San e em breve o postaremos.