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26 de mar. de 2018

TÚNEL DO TEMPO! (2013)

Sunamita, Nicole, Ramon Sensei, Elisa (no colo) e Luiza.

10 de mar. de 2018

DEMONSTRE GRATIDÃO... SEMPRE!!!


PARÁBOLA JAPONESA.

Um samurai grande e forte, de índole violenta, foi procurar um monge pequenino.
- Monge, ensina-me sobre o Céu e o Inferno! - disse numa voz acostumada à obediência imediata.
O monge miudinho olhou para o terrível guerreiro e respondeu com o mais absoluto desprezo:
- Ensinar-te sobre o Céu e o Inferno? Não te poderia ensinar coisa alguma. Tu estás imundo. O teu cheiro é insuportável. A lâmina da tua espada está enferrujada. És uma vergonha, uma humilhação para a classe dos samurais. Desaparece da minha vista! Não consigo suportar a tua presença execrável.
O samurai enfureceu-se. Estremecendo de ódio, o sangue subiu-lhe ao rosto e ele mal conseguia balbuciar uma palavra de tanta raiva. Empunhou a espada, ergueu-a sobre a cabeça e preparou-se para decapitar o monge.
- Isto é o Inferno - disse o monge mansamente.
O samurai ficou pasmado. A compaixão e absoluta dedicação daquele pequeno homem, oferecendo a sua própria vida para lhe ensinar o que é o Inferno! O guerreiro foi lentamente baixando a espada, cheio de gratidão, subitamente pacificado.
- E isto é o Céu - completou o monge, com serenidade.

História zen budista

13 de fev. de 2013

O HAKAMA

O hakama (pronuncia-se racamá) é uma calça semelhante a uma saia, nas cores pretas ou azul escuro, usada por alguns Aikidocas. É uma peça tradicional do vestuário samurai. O gi (ou dogi) normal usado no aikido, assim como em outras artes marciais tais como o judo e o karate, eram originalmente roupas de baixo. Seu uso é parte da tradição de muitas escolas de aikido.
O hakama era originalmente usado para proteger as pernas dos cavaleiros de escoriações, etc. - assim como as proteções de couro usadas pelos cowboys. Como era muito difícil conseguir couro no Japão, usava-se um tecido grosseiro como substituto. Depois que os samurais deixaram o uso dos cavalos e se tornaram soldados que se locomoviam a pé, eles continuaram a usar aquela proteção porque os distinguia e identificava facilmente.
Existem diferentes estilos de hakama. O tipo usado hoje em dia pelos artistas marciais - com "pernas" - é chamado um joba hakama (aproximadamente como um traje de equitação).
Há um hakama semelhante a uma saia tubo, sem pernas, e um terceiro que é uma versão mais comprida do segundo. Era usado em visitas ao Shogun ou ao Imperador e tinha de 3,5 a 4,5 metros de comprimento sendo dobrado repetidas vezes e colocado entre os pés e as costas do visitante. Isso exigia que andasse em shikko para sua audiência e tornava extremamente improvável que eles pudessem esconder uma arma ou levantar rapidamente para executar um ataque.
As sete pregas do hakama (5 na frente e 2 atrás) têm o seguinte significado simbólico :
1.Yuki = coragem, valor, bravura
2.Jin = humanidade, caridade, benevolência
3. Gi = justiça, retidão, integridade
4. Rei = etiqueta, cortesia, civilidade
5. Makoto = sinceridade, honestidade, realidade
6. Chugi = lealdade, fidelidade, devoção
7. Meyo = honra, reputação, glória ou reputação, dignidade, prestígio.
Em muitas escolas somente os faixas pretas usam hakama enquanto que em outras todos os praticantes usam. Em alguns lugares as mulheres já podem começar sua pratica usando o hakama, mais cedo que os homens, sendo o pudor feminino a explicação geralmente dada para esta situação - lembremos que um gi era originalmente uma roupa de baixo...
Na Federação Mineira de Aikido, conforme estatuto, todos os faixas pretas devem usar Hakama, aos homens no 1º Kyu é facultado seu uso e às mulheres o uso é facultado a partir do 4º Kyu.

7 de nov. de 2012

CHINKON E KISHIN

Chinkon é definido como aquietar e acalmar o espírito e kishin é determinado como retornar à fonte ou Kami (poder superior, consciência divina), o que se refere a atingir um profundo estado contemplativo em que se está apoiado no universo divino. 
São utilizados com a finalidade de preparar a mente para a formação e para aprender a desenvolver o Hara.
Chinkon e kishin são geralmente praticados juntos, sendo que a primeira parte, chinkon, envolve a revitalização dos sentidos e a concentração do espírito, e a segunda parte, kishin, abrange um estado meditativo alerta. Kisshomaru Ueshiba disse que é “um método para atrair a essência divina para nosso próprio centro”.
Dan Penrod1 escreve que “chinkon reúne os espíritos das almas que vagueiam no éter até o Tanden enquanto kishin ativa estes espíritos”.
E nas palavras de Morihei Ueshiba: “este eu não é outro senão o universo”. 
Nas próximas postagens falaremos sobre os três métodos utilizados para o Chinkon.
Fonte: aikidonotas.blogspot.com.br

13 de set. de 2012

COISAS QUE LEVEI ANOS PARA APRENDER

1. Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom, não pode ser uma boa pessoa.
2. As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com você, quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas.


3. Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance.
4. A força mais destrutiva do universo é a fofoca.

5. Não confunda nunca sua carreira com sua vida.

6. Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir e um laxante na mesma noite.

7. Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu (e nunca atingirá) todo o seu potencial, essa palavra seria "reuniões".

8. Há uma linha muito tênue entre "hobby" e "doença mental".

9. Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito.

10. Nunca tenha medo de tentar algo novo. Lembre-se de que um amador solitário construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic.
LUIZ FERNANDO VERÍSSIMO

11 de set. de 2012

KI SOKU - ENERGIA/RESPIRAÇÃO

"O ki é a plenitude da vida" - Enanji: Huái nan zi

Sábios do passado ensinavam que o "ki é a fonte da força vital; é o princípio da vida que permeia todas as formas da existência". Soku, também conhecido como iki, é o núcleo da respiração, indispensável a vida. Desde o começo da criação,o ki e o soku têm sido uma coisa só. Dessa harmonia essencial, a natureza irrompeu em abundância; ela é a fonte da energia ilimitada. Essa harmonia essencial é a base do "Caminho do Valor Marcial e a chave do aiki, "unidade ideal". A fonte da respiração do Aiki é realçada quando o ki e o soku são unificados.
Retirado do livro: A Arte do Aikido, Princípios e Técnicas Essenciais. 
De autoria de Kisshomaru Ueshiba. Editora Pensamento.

29 de abr. de 2012

OS 5 ELEMENTOS E O AIKIDO

Thiago San, 4º Kyu
O que é essa teoria? É um dos dois pilares da medicina chinesa assim como a teoria do yin e yang, que irei abordar logo em breve. E um sistema filosófico que pode ser usado não só na medicina chinesa, mas em várias outras coisas, porque podem ser colocadas como fases da energia Yin e Yang, e são forças naturais que juntas formam um ciclo dinâmico. Fazem parte dessa teoria os elementos Fogo, Terra, Metal, Água e madeira.
Mas o que isso tem a ver com o Aikido? Vamos analisar se isso e verdade?  Iniciando pelo ciclo de geração dessa teoria, Madeira quando queima, produz Fogo, que das cinzas se forma a Terra, e dentro dela se condensa o Metal que quando derretido fica liquido sendo assim a Água, da qual brota Madeira. Ou seja: Madeira nutre Fogo, que gera Terra, que gera Metal, que gera Água, que nutre Madeira, que gera o fogo mantendo assim um ciclo. Agora para que um elemento não cresça de forma exagerada temos também o ciclo de controle, que seria assim, A água apaga o Fogo, que funde o Metal, e Metal corta a Madeira, que esgota a Terra, e Terra absorve a Água. Significa que Madeira controla a Terra, Terra controla Água, Água controla Fogo, Fogo controla Metal, Metal controla Madeira. Parece estranho né? Mas vamos aprofundar mais analisando algumas propriedades de cada elemento.
Fogo – ascensão, elevação, explosão;
Terra – transformação, estruturado, sustentação;
Metal – retraído, moldável, puro;
Água – descende, profundo, capaz de fluir;
Madeira – nascimento, expansão, crescimento;
Dentro das técnicas do Aikido temos um pouco de tudo isso, quando recebemos um ataque temos que ser como o fogo, rápido e ascendente, não podemos parar, pensar em quais técnicas fazer, como fazer, temos que agir e isso gera um pouco do elemento terra, pois temos que ficar estruturados, com uma postura correta sem ficar ciscando ou fazendo o famoso “robozinho” pois assim ao invés de desequilibrar seremos desequilibrados, assim geramos o metal pois ficamos retraídos guarda fechada, bem posicionado diminuindo a área de exposição para não ser contra golpeado, e temos que nos moldar para isso, gerando assim o elemento água através da fluidez, a água não para nos obstáculos e sim os contorna, nutrindo a madeira porque com fluidez podemos ser expansivos. Mas não podemos esquecer do ciclo de controle para manter o equilíbrio porque, se tentar fazer de forma muito rápida, desgovernada o fogo vai derreter o metal e com isso perderemos o bom posicionamento, guarda muito aberta facilitando um contra ataque, o metal crescendo ele corta a madeira perdemos a expansão, não ocuparemos os lugares certos para um bom desequilíbrio, e preparação para um novo ataque, muita madeira empobrece a terra , perdendo então a sustentação, o equilíbrio ficando vulnerável, a terra para se nutrir consome muita água sem equilíbrio, sustentação como teremos fluidez, sem fluidez a água apaga o fogo. Tudo vem através do equilíbrio, cada elemento fazendo sua função para que o ciclo seja continuo e equilibrado.
Vamos pensar qual elemento estamos precisando gerar e qual precisa controlar, para que possamos crescer cada dia mais dentro do Aikido.
THIAGO LUIZ NUNES, 4º KYU
Dojo Minamoto Aikido

26 de set. de 2011

A BANDEIRA DO JAPÃO

Bandeiras que representavam o símbolo solar eram utilizadas por alguns clãs mais importantes no Japão antigo. Um registro dessas bandeiras aparece em anais escritos cerca de 600 anos atrás.
A bandeira como aparece, foi surgida como uma insígnia nacional por Lorde Nariakira Shimazu, chefe do poderoso clã Satsuma do Japão meridional.
A bandeira do Sol foi apresentada como símbolo da nação, inicialmente em 1860, por ocasião da viagem da primeira delegação diplomática enviada pelo Governo Japonês aos Estados Unidos.
Em 1872, a Hi-no-maru (Bandeira do Sol) foi utilizada pela primeira vez numa cerimônia nacional, na inauguração da primeira ferrovia do Japão, pelo imperador Meiji.
Fonte: ASEBEX (Almanaque do Bolsista 2001)

5 de set. de 2011

O SIGNIFICADO DA VITÓRIA

O Kaiso (fundador),  Morihei Ueshiba,  empregava três termos para exprimir o conceito de vitória: Agatsu, Masakatsu, e Katsu Hayabi.
Agatsu é a vitória que se pode obter sobre a violência do outro (não sobre este). É uma vitória relativa e passageira, embora necessária. Se há um agressor, ele deverá ser demovido dessa atitude. Nesse sentido, as técnicas do Aikido são totalmente eficientes.  
Masakatsu é a vitória que se obtém sobre si mesmo. É uma vitória absoluta e permanente. Tal resultado é fruto de treinamento e de reflexão sobre o caminho.
Katsu Hayabi é a vitória rápida sobre a violência de um agressor, segundo a vontade do Kami, ou seja: fazer imediatamente prevalecer o bem sobre o mal. Diferentemente de várias formas de combates inermes, nas quais os antagonistas permanecem por vários minutos (às vezes por horas) em luta um contra o outro, no Aikido o combate termina no momento em que se inicia.
Agatsu, Masakatsu, e Katsu Hayabi, consequentemente, deverão estar contidos num só conceito de vitória, e não se pode afirmar ter ocorrido uma vitória se faltar um de seus três componentes.

“a verdadeira vitória é a vitória sobre si mesmo, aqui e agora”
http://www.aikidomg.com.br/aikido/o-significado-de-vitoria/

4 de jun. de 2011

AS ERAS DOS SAMURAIS

HEIAN (794 - 1185)
A nobreza domina o Japão com seus vastos latifúndios. Os camponeses vendem suas terras aos nobres para poder fugir da vida miserável. O governo perde o poder e a família Fujiwara amplia sua influência política.

KAMAKURA (1192 - 1333)
Surge o xogunato em Kamakura e a classe samurai se estabelece.

MUROMACHI (1333 - 1573)
O xogunato de Ashikaga Takauji se fixa em Kyoto. Guerras civis conturbam o período, permitindo a ascenção de senhores feudais mais fortes, mesmo os de classe inferior.

AZUCHI MOMOYAMA (1573 - 1603)
Nobunaga derruba o xogunato, mas não conclui a unificação do Japão, pois morre em 1582. Quem o sucede é Toyotomi Hideyoshi. São construídos castelos. Surgem a cerimônia do chá e o nô.

EDO (1603 - 1868)
Após uma época de guerras, esse período é marcado por dois séculos de paz. Houve o fechamento de portos para nações estrangeiras e a proibição do cristianismo. O Japão se fecha e a família Tokugawa adota medidas rígidas e conservadoras para manter o xogunato, agora em Edo, atual Tokyo. São estabelecidas quatro classes distintas: samurais, agricultores, artesãos e comerciantes, sendo a primeira a mais poderosa. A queda do xogunato se dá após dificuldades internas e a abertura dos portos. É a Restauração Meiji.

31 de mai. de 2011

EU E O AIKIDO (2)

Procurava um método de defesa pessoal eficiente, afinal pra minha profissão isso é primordial. Queria experimentar e me superar, utilizar tudo o que aprendi, com uma ânsia enorme em aprender. 
O tempo então passou, realmente algumas coisas utilizei e com extrema eficiência.  Hoje, não tenho mais tal necessidade de “provar a eficiência” de uma técnica, não me preocupo em como aplicar isso ou aquilo na vida, afinal eficiência no Aikido é inquestionável. Percebi que estava melhorando, não minha defesa pessoal, mas meu “eu”, me tornara uma pessoa melhor, que passível era de melhorar a cada dia, descobri que treinar/praticar me fazia bem física, mental e espiritualmente, percebi o quão difícil é esvaziar a mente, percebi que todas as vezes que me preocupo com o resultado, a forma não sai como deveria, que tenho que dar um passo de cada vez, descobri que as faixas que antes tratavam-se de “metas” hoje somente determinam “responsabilidade” afinal quando da nova graduação outra jornada se inicia, mais longa, mais lenta e mais difícil que a anterior, descobri que ao contrário do que inicialmente imaginava, praticar com um faixa branca me ensinará coisas ímpares, descobri que quando sou escolhido como Uke é porque o Tori confia em mim, percebi que o Hakamá não significa poder ou status, siginifica referência, responsabilidade. O mais importante, descobri que no Aikido tenho apenas um adversário, aquele que está dentro de mim mesmo, no Dojo só tenho amigos, companheiros de caminhada.
RAMON C. PIRES, 1º KYU
3º Sargento da PMMG

30 de mai. de 2011

EU E O AIKIDO

Há muito tempo ouvia falar do Aikido, sobre sua eficiência e filosofia. Contudo por morar em uma cidade interiorana de Minas Gerais nunca tive a oportunidade de pessoalmente conhecer tal arte marcial. Desta forma, me aventurei por diversas modalidades, das mais variadas. Realizei treinamentos, apresentações e até participei de campeonatos. Tive a sorte de praticar ao lado de muita gente legal e compromissada, mas também já presenciei muitos “sacadores”. Faz parte do caminho.
Em 2006 por motivos de trabalho permaneci em Belo Horizonte por seis meses, a correria era tanta que nem sequer tinha tempo de procurar alguma coisa para treinar, mas pra minha surpresa no meu próprio trabalho, conheci o Aikido. Um dos professores do curso que me levara até ali era Sensei, 2º Dan de Aikido, e pra minha surpresa meu local de trabalho ficava a dois quarteirões do Dojo onde aquele Sensei praticava.
Assim de forma gradual fui apresentado ao Aikido, que me surpreendeu, encheu os olhos e atendeu a todos aqueles anseios que outras artes marciais não conseguiram.
Contudo, após o período do curso, retornei ao interior e à rotina. Ficara uma certa ponta de saudade e até frustração, até que um dia recebi a notícia que um graduado em Aikido, oriundo de São Paulo, instalara-se em minha cidade estando ministrando aulas. Como já tinha visto de tudo, pensei: “O que um faixa preta de São Paulo vem fazer no interior de Minas?” Temeroso visitei tal academia, assistindo uma aula. Resumindo o que vi, na aula seguinte lá estava eu com meu dogi novo, minha faixa branca bem amarrada e pronto para novidades. 
CONTINUA...

20 de mai. de 2011

QUEM FOI KOICHI TOHEI SENSEI

(Janeiro 1920-19 maio 2011). 10 º dan. Pós-Graduado em Economia da Universidade de Keio. Fundador do Shin Shin Toitsu Aikido. Koichi Tohei começou a praticar AIKI BUDO no Kobukan Dojo em 1940, quando ainda era estudante universitário. Ele continuou até ser convocado para o exército imperial em outubro de 1942. Tohei viu a ação da China e ficou preso lá no final da guerra até seu regresso em 1946. De volta ao Japão, ele trabalhou numa fazenda em sua cidade natal e restabeleceu contato com Morihei Ueshiba, que se aposentou em Iwama. Nos primeiros anos após a guerra, Tohei foi uma das figuras principais na disseminação do Aikido e um dos pilares do Aikikai Honbu Dojo. Foi promovido ao 8 º Dan por Ueshiba em 1952. Além disso, Tohei foi o principal responsável pelo desenvolvimento do Aikido no Havaí e dos Estados Unidos. Tohei escreveu alguns dos primeiros livros sobre o Aikido em Japonês e Inglês (v. bibl.) E teve grande influência sobre os métodos de ensino adotados no Tohei EUA é um dos poucos mestres japoneses a falar fluentemente Inglês. Em 1970, um ano após a morte de Ueshiba, Tohei recebeu oficialmente o 10 º dan do Aikikai Honbu Dojo. Suas tentativas para que o Aikikai Hombu Dojo adotar seus métodos de ensino que enfatiza o princípio da KI foram infrutíferas e ele montou o KI no Kenkyukai (Ki Research Society), em setembro de 1971. Em 01 de maio de 1974, ele finalmente se demitiu da Aikikai, após vários anos de relações tensas com o Doshu Kisshomaru Ueshiba e outros professores da Aikikai. Ao mesmo tempo, ele fundou o Shin Shin Toitsu Aikidokai (Sociedade de Aikido com Mente e Corpo Coordenados). Em 15 de Maio de 1974, ele enviou uma carta amplamente distribuída em centenas Japonês e Inglês para chefes de dojos no Japão e no exterior explicando as razões do seu rompimento de vínculo com o Aikikai Hombu Dojo. Depois de sua separação do Aikikai, Tohei desenvolveu sua própria rede independente nacional e internacional, incluindo os dojos e indivíduos que permaneceram leais a ele. Seu dojo central está localizado não muito longe do local Aikikai em Shinjuku. O ensino ministrado em Tohei e dojos filiados inclui vários exercícios para o desenvolvimento do ki e um número limitado de técnicas de aikido. O dojo central também oferece cursos de Kiatsu técnicas de pressão ki. O crescimento de seu Shinshin Toitsu Aikido tem sido modesto e vários seguidores importantes no Japão e no exterior deixaram a sua organização ao longo dos anos. Tohei anunciou sua aposentadoria para em outubro de 1990, quando Koretoshi Maruyama, seu sucessor designado e estudante do dia Aikikai, assume o controle administrativo sobre o Hombu Dojo em Tóquio.

21 de abr. de 2011

LEALDADE

LEALDADE
Um samurai morreu durante uma batalha com seu cavalo e seu cachorro. Os espíritos dos três partiram para uma longa caminhada em busca do céu e, como na subida o sol estava forte, ficaram com muita sede. No caminho avistaram um  portal, que conduzia a uma praça, calçada de ouro e uma grande fonte. O samurai dirigiu-se ao guardião e perguntou:
- Que lugar lindo é este?
- Isto aqui é o céu, foi a resposta.
- Que bom que chegamos ao céu, estamos com sede, disse o samurai.
- O senhor pode entrar e beber água à vontade, explicou o guarda.
- Meu cavalo e meu cachorro também estão com muita sede.
- Lamento muito, aqui não se permite a entrada de animais.
O samurai ficou muito desapontado porque a sede era grande, mas não beberia sozinho, deixando seus amigos de fora. Assim, prosseguiu a caminhada, numa estrada longa, que multiplicou a sede e o cansaço. Foi quando chegaram a um sítio, cuja entrada era uma velha porteira aberta. Perto da sombra de uma árvore descansava um velho senhor.
- Estamos com muita sede, meu cavalo, meu cachorro e eu.
- Há uma fonte naquela bacia de pedra. Podem beber à vontade e se
quiserem podem ficar por aqui, disse o velho.
Os três foram até a fonte e mataram a sede.
- A propósito, perguntou o samurai, qual é o nome deste lugar?
- Céu, respondeu o ancião.
- Céu? Mas o guarda do portal disse que lá era o céu!
- Aquilo não é o céu, aquilo é o inferno.
- Mas então essa falsa informação deve causar grande confusão…
- De forma alguma, respondeu o velhinho. Na verdade, eles nos fazem um grande
favor. Porque por lá ficam aqueles que são capazes de abandonar até seus melhores
amigos…

11 de abr. de 2011

10.000 ACESSOS

O Blog do Dojo Minamoto Aikido atingiu a marca dos 10.000 acessos. Tudo isso se deve a dedicação de todos os praticantes do Dojo que juntamente com Nicolau Sensei, escrevem a cada dia a história do Aikido no Vale do Aço Mineiro. Nossos agradecimentos se estendem ainda ao Jiseishin Dojo de Coronel Fabriciano, na pessoa de Luiz Sensei que de forma harmoniosa fazem parceria com nosso Dojo e nosso Blog. Agradecimentos extensivos à Federação Mineira de Aikido e a Claude Walla Sensei que mantém links em seus sites para nosso Blog. De forma extremamente fraternal agradecemos a todos que passam pelo blog rotineiramente, nossas atualizações, matérias, fotos e novidades são postadas pensando em cada um de vocês. Um abraço a cada de um de nossos seguidores, que depositam sua confiança em nosso trabalho. Esperamos que em breve retornemos aqui para a comemoração de outros milhares de acessos, propagando o nome e a filosofia do Aikido para o mundo inteiro.
Domo Arigato Gozaimashita

4 de abr. de 2011

VESTIMENTAS NO AIKIDO

Qual praticante nunca ouviu a frase: "Por que ele usa saia?" ou "Posso usar kimono de qualquer cor?".
Para dirimir tais dúvidas dos iniciante e/ou admiradores do Aikido, elencamos abaixo as vestimentas utilizadas para a prática do Aikido.
 
Aikidogi – uniforme de treino do Aikido.  Por associação, judogi, karatedogi.
Dogi  - literalmente, uniforme (gi) do caminho (do). É o uniforme que se usa para treinar.
Gi - uniforme
Hakama – calça com amplas pernas, podendo ser nas cores azul ou preta. No caso, calça que se usa para treinar, comumente utilizada pelos yudanshas.
Obi – cinto ou faixa utilizada sobre o “Dogi”.
Keikogi – uniforme de treino.
Kimono – expressão largamente utilizada no Brasil para designar o conjunto de  calça e jaqueta utilizado no treino.

29 de mar. de 2011

AIKIDO, UMA OUTRA FORMA DE SER

O Aikido, arte marcial originária do Japão, vai muito além de uma simples arte de combate.
Sua finalidade absoluta é de dar ao ser humano a ocasião de encontrar, além do domínio do movimento, esse estado de equilíbrio natural -  tanto psíquico quanto físico – que vai lhe permitir a harmonização espontânea de sua existência com a vida cósmica onde, além das aparências, tudo é complementaridade, ordem e paz.
Arma de dissuasão por excelência, suas técnicas de combate são essencialmente defensivas e permitem responder a toda espécie de agressão. Convocando o conjunto das atitudes corporais e mentais coordenadas e constantemente animadas por um espírito de NÃO VIOLÊNCIA e de PAZ o Aikido visa tão somente neutralizar a intenção agressiva do adversário, e isso sem atingir sua integridade, sem tentar destruí-lo ou humilhá-lo.
Inteligentemente transposta para o mundo presente, essa arte marcial ainda cabalmente impregnada da tradição cavalheiresca japonesa  pode – e deve – prestar-se a reduzir qualquer atitude comum e negativa de oposição, de dualismo, encarar o futuro em uma perspectiva mais fraternal e mais humana.
Mais que uma arte marcial, trata-se, com efeito de uma OUTRA FORMA DE SER na qual as ações humanas são impregnadas, até no combate, de altruísmo, de bondade e do melhor.

In  "Aikido, un Art  Martial, une autre manière d´être "   de André Protin
Traduzido por Maria Imaculada de Araujo Walla
https://sites.google.com/site/claudewallaaikido/o-aikido/o-aikido

12 de mar. de 2011

O SENTIDO DOS DANS

SHODAN
SHO é o início, o que começa.
O corpo começa enfim a responder aos comandos e a reproduzir as formas técnicas. Começa-se a ter idéia do que é o Aikido. É necessário então esforçar-se para praticar ou demonstrar, lentamente se necessário, mas unindo-se a precisão e a exatidão.

NIDAN
Ao Trabalho do 1° Dan acrescenta-se rapidez e potência ao mesmo tempo que se demonstra maior determinação mental.
Isto se exprime no aluno pela sensação de ter progredido.
Os examinadores devem sentir este progresso constatando uma clareza na maneira de se apresentar e na condução do trabalho.

SANDAN
É o início da compreensão do Kokyu ryoku. A entrada na dimensão espiritual do Aikido. A delicadeza, a precisão e a eficácia técnicas começam a manifestar-se.
É então possível transmitir estas qualidades.

YONDAN
Neste nível tecnicamente avançado, começa-se a prever os princípios que regem as técnicas.
É possível conduzir mais precisamente os praticantes no caminho traçado pelo Fundador.

GODAN
A arte respeita os princípios e o espírito, começando a se separar da forma, não fica mais preso ao aspecto externo da técnica. Novas soluções técnicas aparecem em função das situações.

ROKUDAN
A técnica é brilhante, o movimento é fluido e potente. Deve impor-se como uma evidência àquele que o olha. A potência e a disponibilidade físicas, bem como a pureza mental unem-se sem ambiguidade no movimento e exprimem-se também na vida diária.

NANADAN
O Ser desembaraça-se das suas ocultações e aparece sob a sua verdadeira natureza; manifesta seu verdadeiro eu. Livre de qualquer fixação, prova a alegria de viver aqui e agora.

HACHIDAN
Para além da vida e a morte o espírito claro é aberto, capaz de unificar os contrários, sem inimigo, ele não briga. Sem combate, sem inimigo, é o vencedor eterno.
Sem obstáculo é livre, livre na sua liberdade.
O Sensei dizia “Em face do inimigo basta que eu me mantenha de pé sem nada mais”.

C.S.G.A/FFAAA ( traduzido por Claude Walla Sensei)

5 de mar. de 2011

O CAMINHO DO GUERREIRO

Trata-se do caminho do samurai.
Não tenho pais, faço do céu e da terra os meus pais.
Não tenho lar, faço do Saika Tanden* - sede do meu espírito.
Não tenho poder divino, faço da honestidade o meu poder.
Não tenho meios, faço da docilidade meus meios.
Não tenho poder mágico, faça da minha força interior a minha magia.
Não tenho vida nem morte, faço do OM* a minha existência, minha vida e minha morte.
Não tenho corpo, faço da coragem o meu corpo.
Não tenho olhos, onde está a luz estão os meus olhos.
Não tenho ouvidos, faço da minha sensibilidade a minha audição.
Não tenho membros, os faço da prontidão dos meus movimentos.
Não tenho leis, faço da autoproteção a minha lei.
Não tenho estratégias, faço do acaso os meus propósitos.
Não tenho forma, faço da astúcia a minha forma.
Não tenho princípios faço da adaptabilidade os meus princípios.
Não tenho milagres. Faço da justiça meus milagres.
Não tenho táticas. Faço da rapidez minha tática.
Não tenho amigos. Faço da minha mente meus amigos.
Não tenho inimigos, faço da imprudência meu inimigo.
Não tenho armaduras. Faço da benevolência e retidão a minha armadura.
Não tenho castelo, faço da mente imóvel, o Grande Espírito, o meu castelo.
Não tenho arma, faço do sonho - onde fica o além dos pensamentos - a minha espada.
(Severino R.1988, pág 124)

OM - pronuncia-se AUM, é o mantra que representa o som primordial do Universo.
Tanden - é no nosso corpo, o ponto de união entre o Céu e a Terra. Situado a 5 cm abaixo do umbigo e a Sede da Energia Ancestral, é o ponto de distribuição de nossa energia vital.